Família que convivia com Michael Jackson acusa cantor de abuso sexual; entenda caso

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O cantor norte-americano Michael Jackson é visto durante apresentação no Estádio do Morumbi, em São Paulo, outubro de 1993.
Célio Jr/Estadão Conteúdo/Arquivo
Na semana de estreia de “Michael”, cinebiografia de Michael Jackson, uma família próxima do cantor entrou com um processo acusando-o de abuso sexual. A informação é do New York Times.
A denúncia feita pela família Cascio, que se descrevia como “a segunda família” do Rei do Pop, marca uma reviravolta drástica. Eles defenderam publicamente a inocência do artista por mais de 25 anos, incluindo entrevistas televisivas em que os irmãos (à época, crianças) negavam qualquer interação imprópria com o cantor.
Agora, os irmãos Cascio afirmam que tudo foi “uma mentira” e que Jackson teria abusado de todos eles, que hoje são adultos. Os abusos teriam ocorrido em locais diversos, desde o rancho Neverland até shows e turnês.
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Família tinha acordo com espólio
Ainda segundo o New York Times, anos antes de entrarem com o processo, os irmãos Cascio disseram ao espólio que haviam sido abusados ​​por Michael.
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Contudo, o espólio de Jackson teria mantido um “acordo secreto” com a família Cascio, determinando que eles receberiam cerca de 16 milhões de dólares ao longo de cinco anos. Na visão do espólio, esse acordo faria com que menos “alegações falsas” viessem à tona.
No entanto, em 2025, os pagamentos cessaram e as negociações fracassaram, levando à ação judicial atual.
Em resposta, o advogado do espólio, Marty Singer, classificou a movimentação como uma “tentativa desesperada de extorsão”, alegando que a família busca centenas de milhões de dólares e está utilizando táticas oportunistas após décadas de apoio ao cantor.
As acusações detalham um comportamento predatório severo, alegando que Jackson drogava e estuprava as vítimas, algumas iniciando aos sete ou oito anos de idade.
Segundo o documento, o cantor utilizava “lavagem cerebral”, presentes luxuosos e códigos específicos para os abusos, além de fornecer álcool e drogas pesadas aos menores.
A família afirma que o documentário “Leaving Neverland” (2019) foi fundamental para “desprogramá-los” e ajudá-los a processar os traumas vividos, que teriam sido facilitados e ocultados por funcionários e assessores do artista.
Enquanto o filme “Michael” caminha para quebrar recordes de bilheteria para cinebiografias musicais, o debate sobre o legado do Rei do Pop tem se intensificado. O filme retrata a vida de Michael até 1988, antes das primeiras denúncias de abuso sexual virem a público.

Fonte: G1 Entretenimento