Com 7 pedras nos rins, aposentado que aguardava cirurgia há três anos descobre que pedido está arquivado desde 2018

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Homem conta que convive com dores constantes e chega a ‘rolar no chão’. Ele terá que fazer tudo de novo para solicitar o procedimento mais uma vez pelo SUS. Aposentado aguarda por cirurgia nos rins na rede pública de saúde há três anos
O aposentado Diego Oliveira possui sete pedras nos rins e aguarda por uma cirurgia na rede pública há três anos. Ele achou que a espera estava chegando ao fim, mas acabou descobrindo que o encaminhamento para o procedimento tinha sido arquivado. O homem conta que convive com as dores diariamente.
“Tomando remédio todos os dias para dor. Não é fácil sentir fácil todos os dias, já vi minha mulher chorando porque não aguenta mais ver meu sofrimento. Tem dia que acordo com uma dor que quase não aguento nem andar direito. Não é muito fácil a minha vida não”, disse o Diego Oliveira da Costa.
Foram três anos desde a primeira consulta no postinho de saúde. Ele passou por avaliação com especialista, realização do laudo e encaminhamento para cirurgia.
O Diego é aposentado pelo INSS porque tem glaucoma e apenas 2% de visão em cada um dos olhos. Sem conseguir trabalhar ou pagar a cirurgia na rede particular, o homem não sabe quando o sofrimento vai acabar.
“Não enxergar direito é uma coisa que eu já me acostumei porque não sinto dor. Uma coisa que você não sente dor não se incomoda, mas uma coisa que sente dor direto, dor de rolar no chão, não é nada fácil não”, disse.
Homem mostra exames feitos para comprovar o problema
Reprodução/TV Anhanguera
O paciente contou que foi chamado para uma consulta em junho e pensou que iria fazer o procedimento nesse mês, mas acabou descobrindo que o encaminhamento dele estava arquivado desde 2018. Agora, ele terá que fazer tudo de novo para solicitar a cirurgia mais uma vez pelo SUS.
Outra paciente que sofre com a demora é a lavradora Cídia Pereira. Ela fez duas cirurgias cardíacas em 2013 e em 2018. Só que em 2019 descobriu um novo problema novamente precisaria de uma cirurgia.
“As dores aumentaram, a falta de ar também. Cheguei à conclusão procurar um cardiologista particular e ele me informou que preciso de uma cirurgia urgente porque a minha veia está completamente fechada”, disse a lavradora Cídia Pereira Martins.
A família agora pede ajuda para conseguir custear a cirurgia em um hospital particular porque estão sem esperança de conseguir realizar pelo SUS. “É muito doloroso você ver alguém que ama sofrendo e não ter condição de ajudar”, disse Sônia Pereira Matias.
O que diz a Secretaria de Saúde
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) esclarece que a paciente Cídia Pereira Martins, de acordo com o histórico da Central Estadual de Regulação, realizou cirurgia cardíaca em 2018, no Hospital Dom Orione, em Araguaína. A paciente tem solicitação de consulta com cardiologista, não tendo registro de nova solicitação de procedimento cirúrgico.
A secretaria orientou que caso seja necessário a paciente deve procurar atendimento na UPA ou Pronto Socorro hospitalar para os devidos encaminhamentos. “A SES reitera que não há desassistência em cardiologia, sendo ofertado uma média de 15 procedimentos cardíacos mensais no Hospital Dom Orione, em Araguaína”, diz a nota.
Sobre o paciente Diego Oliveira da Costa, a Central Estadual de Regulação informa que não há, até o momento, nenhuma solicitação cirúrgica em nome do paciente. Consta no histórico do mesmo, consulta realizada no dia 29/06/2021, no HGP, para avaliação da conduta médica a ser adotada.
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Fonte: G1 Tocantins