Defesa de Álvaro Ferreira também queria a realização de uma reprodução simulada da morte de Danielle Lustosa. Juiz entendeu que os advogados tentam adiar o julgamento, marcado para o dia 9 de março. Defesa de médico pediu que corpo da ex-mulher fosse exumado
Repordução/TV Anhanguera – Montagem/g1
A Justiça negou nesta quarta-feira (9) um pedido apresentado pela defesa do médico Álvaro Ferreira, acusado da morte da ex-mulher Danielle Lustosa em 2017, para que o corpo da vítima fosse exumado. Também foi rejeitada a solicitação para que fosse realizada uma reprodução simulada do crime. O julgamento do caso está marcado para o dia 9 de março de 2022 e o juiz entendeu que os advogados tentam forçar um adiamento do júri.
O g1 ainda tenta contato com a defesa de Álvaro Ferreira para comentar a decisão. Ele sempre negou ter cometido o crime.
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A decisão é do juiz Cledson José Dias Nunes, da 1ª Vara Criminal de Palmas. Apesar de ter negado os dois pedidos e mantido a data do júri, ele determinou que a Polícia Civil deverá apresentar, em até 48 horas, uma série de mídias relacionadas a investigação. Ordenou ainda que seja providenciada uma cópia física do inquérito, que deve ser apresentada pelo menos cinco dias antes do julgamento.
Danielle Christina Lustosa foi estrangulada em Palmas
Arquivo Pessoal
Os advogados do médico tinham pedido ainda acesso a gravações de ligações dos ramais telefônicos da Delegacia de Homicídios de Palmas, que investigou o caso, o que também foi negado.
“Em síntese, praticamente todas as diligências requeridas pela defesa técnica são impertinentes e-ou meramente protelatórias, não havendo, por ora, qualquer justificativa para o pedido de adiamento da sessão do júri designada para a data de 09 de março de 2022, sem prejuízo de reapreciação caso as diligências ora deferidas não sejam cumpridas com antecedência suficiente à realização da sessão”, escreveu o juiz.
O caso
O corpo da professora foi encontrado no dia 18 de dezembro de 2017, na casa dela, com marcas de estrangulamento. A suspeita de que o médico poderia estar envolvido foi motivada porque havia um histórico de agressões por parte do marido. Ele chegou a ser preso apenas dois dias antes do assassinato por violência doméstica. A suspeita foi reforçada porque a polícia não conseguiu localizá-lo após o crime.
O médico ficou quase um mês foragido. Ele foi preso no dia 11 de janeiro de 2018 em Goiás e levado para a Casa de Prisão Provisória de Palmas no dia seguinte. Ele foi localizado após postar uma selfie em uma igreja nas redes sociais. Enquanto esteve foragido, ele deu entrevistas por telefone e mandou mensagens para a mãe da vítima. O caso teve grande repercussão na época.
Médico foi localizado após postar foto em igreja
Arquivo Pessoal
A defesa do médico tentou alegar durante as primeiras audiências do caso, em que testemunhas foram ouvidas pelo juiz, que a ex-namorada dele, Marla Cristina Barbosa poderia estar envolvida. Ela chegou a ser presa porque acompanhou ele durante parte da fuga.
Não foi feita nenhuma denúncia contra ela porque tanto a polícia quando o Ministério Público entenderam que não há elementos que provem a participação dela no caso.
Atualmente, o médico responde ao processo em liberdade. Desde que foi solto, ele voltou a atender normalmente no sistema de saúde em Palmas.
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Fonte: G1 Tocantins
