Amigo dele, que teria participado do crime, também será julgado pelo Tribunal do Júri. Vítima ficou desaparecida por vários dias antes de ser localizada em terreno baldio. Adolescente foi assassinada após ser estuprada em Talismã
Arquivo Pessoal
O Ministério Público do Tocantins informou que está marcado para a próxima sexta-feira (13) o julgamento de Wanderson Aires de Souza e Wildemarques Dias Alves. Os dois são acusados do estupro e assassinato da irmã de Wanderson, Andressa Aires, de apenas 12 anos, em 2020. Eles irão a júri popular.
O G1 não conseguiu localizar as defesas de Wanderson Aires de Souza e Wildemarques Dias Alves.
O crime foi em Talismã, no sul do Tocantins. Antes do corpo ser encontrado, a adolescente ficou desaparecida por cinco dias, o que mobilizou buscas pela região. Ela foi localizada em um terreno baldio perto de onde a família morava. Os detalhes das circunstâncias violentas da morte acabaram gerando choque e comoção entre os moradores da cidade.
Irmão de adolescente morta na época em que foi preso
Reprodução/TV Anhanguera
O MP disse que “segundo os autos do inquérito policial, Wanderson Aires de Souza estuprou a irmã, mediante violência e grave ameaça, em posse de uma faca, em uma construção abandonada próxima à casa da família”.
Ainda segundo a promotoria, Wildemarques Dias Alves confessou a participação no crime e disse que foi até o local por ‘ciúmes’ de Andressa. Ele também teria abusado da garota antes do assassinato. Na época do crime, a Polícia Civil disse que a motivação do crime seria que a jovem estaria mantendo um relacionamento com uma terceira pessoa.
Na hora de matar a vítima, segundo sustenta a acusação, “ambos desferiram diversas tijoladas na cabeça da vítima. Após esse ato, sufocaram-na com o próprio sutiã e desferiram 12 golpes de faca, matando a adolescente”.
O MP pede a condenação dos dois pelos crimes de feminicídio com uso de asfixia, tortura e meio cruel; estupro de vulnerável e ocultação de cadáver. Quer ainda que eles sejam condenados a indenizar a família da adolescente.
Caso gerou comoção entre os moradores
Defesa Civil/Talismã
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Fonte: G1 Tocantins
