Igreja faz live para discutir prevenção contra abusos e violência doméstica em Palmas

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Projeto ‘Quebrando o Silêncio’ é promovido pela Igreja Adventista do Sétimo Dia em oito países da América do Sul. Debate será transmito pelo canal do Youtube da instituição. Casos de violência doméstica se espalham pelo Tocantins
G1
A prevenção contra abusos e violência doméstica será tema de um debate no próximo sábado (28), promovido pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, em Palmas. Uma live será realizada a partir das 10h, para alertar principalmente as mulheres acerca dos crimes.
O evento acontece na semana em que uma mulher foi assassinada na capital. Magnólia Marques de Sousa, de 42 anos, foi morta a tiros na frente da família. O suspeito é o ex-companheiro dela, que cometeu suicídio logo após o crime no mesmo local, segundo a Polícia Militar.
A live promovida pela igreja terá palestra e mesa redonda, com a participação da juíza de direito Umbelina Lopes e outras autoridades. Qualquer pessoa pode participar e interagir. O evento será transmitido pelo canal da igreja no Youtube.
O projeto “Quebrando o Silêncio” é promovido todo ano pela Igreja Adventista do Sétimo Dia em oito países da América do Sul (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai) desde o ano de 2002.
Segundo a instituição, a campanha se desenvolve durante todo o ano, mas uma das principais ações ocorre sempre no quarto sábado do mês de agosto.
Feminicídios e casos de violência
Magnólia Marques de Sousa, de 42 anos, é uma das vítimas de feminicídio no Tocantins. Ela foi assassinada nesta terça-feira (24), no setor Santa Bárbara, na frente da família. O suspeito é o ex-companheiro dela, que cometeu suicídio logo após o crime no mesmo local, segundo a Polícia Militar.
Testemunhas contaram que a mulher estava separada do suspeito há mais de um ano, mas ele não aceitava o fim da relação. A vítima, inclusive, possuía medida protetiva contra ele.
Os casos de feminicídio e violência doméstica se espalham pelo Tocantins. Uma moradora da capital, que preferiu não se identificar, contou que sofreu agressões durante 30 anos, tempo em que ficou casada com o ex-companheiro. Ela disse que ele já “amolou uma faca” para matá-la.
Só no primeiro semestre deste ano, 1.886 medidas protetivas foram expedidas em todo o estado. Ao todo, tramitam na Justiça 17 mil processos envolvendo violência contra a mulher, sendo que 172 são de feminicídio.
“A mulher pensa: ‘Eu vou denunciar, para onde eu vou com as minhas crianças?’. Muitas vezes, ela faz a denúncia e é obrigada a voltar para casa. Outras vezes, quando eu que trabalho com essa temática vejo que a situação é gravíssima, qual é a providência que eu tenho para preservar a vida dessa mulher? Requisitar passagens nas empresas de ônibus e pedir que essa mulher vai embora para a casa de algum parente”, afirmou a juíza coordenadora do Combate à Violência Doméstica, Cirlene de Assist.
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Fonte: G1 Tocantins