Moraes Moreira tem vida encenada em musical na forma de cordel ‘trieletrizado’

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Os atores Rodrigo Sestrem e Cris Meirelles interpretam Moraes Moreira (1947 – 2020) no musical que estreia em 13 de agosto em Salvador (BA)
Caio Lírio / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ É justo e natural que um musical de teatro sobre Moraes Moreira chegue à cena primeiramente na Bahia antes de transitar por outras capitais do Brasil. É o que acontece com “Moraes musical Moreira”, programado para entrar em cartaz em Salvador (BA) neste mês de agosto.
Afinal, Antonio Carlos Moreira Pires (8 de julho de 1947 – 13 de abril de 2020) eletrificou o Carnaval da Bahia e foi espécie de precursor do universo da axé music ao letrar “Double morse” (1975), tema instrumental do Trio Elétrico Dodô & Osmar, transformado em “Pombo correio” com os versos de Moraes.
“Pombo correio” alçou voo em 1977 e abriu alas para a carreira solo iniciada dois anos antes por esse cantor, compositor e músico baiano, nascido em Ituaçu (BA) e projetado nacionalmente no fim da década de 1960 como integrante do grupo Novos Baianos, do qual se desligou em 1974.
A partir do sucesso de “Pombo correio”, Moraes Moreira rompeu as fronteiras carnavalescas de Bahia e Pernambuco ao compor frevos que seguiram o passo do gênero musical pernambucano com o tempero baiano dos trios elétricos.
Toda essa proeza será contada em cena no espetáculo “Moraes musical Moreira”, cuja estreia nacional está programada para 13 de agosto na Sala Principal do Teatro Castro Alves, em Salvador (BA). Na sequência da temporada baiana, o espetáculo segue a partir de setembro para cidades como Recife (PE), Brasília (DF) e Rio de Janeiro (RJ).
Com direção da atriz e coreógrafa Ana Paula Bouzas, “Moraes musical Moreira” reúne 12 atores cantores em cena para seguir roteiro orquestrado com dramaturgia de Fábio Espírito Santo e direção musical de João Milet Meirelles e Ronei Jorge.
Com a palavra, o dramartugo: “A dramaturgia foi pensada para colocar em cena toda diversidade musical de Moraes Moreira porque, além da música, Moraes também produziu livros, foi cronista, poeta, cordelista… Então essa multiplicidade guiou a escrita, a estrutura narrativa e a seleção das músicas. O mote inicial da dramaturgia é uma canção do disco ‘SerTão’, de 2018, ‘De cantor pra Cantador’, cordel onde Moraes narra a passagem dele de uma função para a outra. Então imagino que Moraes agora é um experiente cantador e, na praça de Ituaçu, canta um cordel sobre o Vaqueiro do Som, personagem que capta, laça as melodias e que é inspirado nele mesmo, mas dentro do universo onírico permitido pela literatura de cordel. O musical é uma realidade fantasiada, um cordel trieletrizado onde o eixo é a diversidade musical de Moraes”, caracteriza o dramaturgo Fábio Espírito Santo.
Dentro do universo fantasioso do musical, Moraes Moreira é interpretado por dois atores em cena, Cris Meirelles (convidado a ser o Vaqueiro do som) e Rodrigo Sestrem (intérprete do Poeta Cantador),

Fonte: G1 Entretenimento